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Sesab orienta a população a se vacinar contra a febre amarela neste verão

A Secretaria da Saúde do Estado a Bahia (Sesab) orienta a população a procurar o posto de saúde mais próximo para tomar a vacina contra a febre amarela. O alerta se faz necessário porque, apesar de não ter ocorrido registros de febre amarela em humanos no Estado, a preocupação aumenta neste período de final de ano e férias escolares, pois há uma grande circulação de turistas no território baiano.

A vacina está disponível para pessoas entre 09 meses e 59 anos. Houve uma grande procura no meio do ano, quando foram confirmados laboratorialmente casos de macacos infectados em 28 municípios baianos. Mas depois a corrida aos postos diminuiu.

Estados como Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo registraram casos de febre amarela em humanos. A meta é vacinar 95% da população dos 105 municípios baianos que fazem parte da área com recomendação permanente e temporária para febre amarela.

Nessa área, a cobertura vacinal está em 63,3%, equivalendo a aproximadamente 4,4 milhões de indivíduos, faltando 2,6 milhões de pessoas a vacinar. A vacinação é a melhor forma de proteger a população e impedir a circulação do vírus na Bahia.

“É fundamental que a população dessas áreas tome a vacina em razão de se tratar de regiões historicamente de risco para a doença, que tiveram macacos positivos em 2017 ou que fazem divisa com os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, que tiveram surtos recentes de febre amarela”, destaca o coordenador estadual de imunização e vigilância das doenças imunopreveníveis, Ramon Saavedra.

A doença

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, transmitida por vetores, no caso mosquitos, e que tem alto potencial de disseminação. É causada por um vírus e possui dois ciclos de transmissão: silvestre e urbano. A diferença entre os dois ciclos é o tipo de mosquito transmissor. Na cidade (ciclo urbano), a doença é transmitida pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito que transmite a dengue, zika e chikungunya.

Ao longo das últimas décadas, a febre amarela tem sido controlada no Brasil por meio do trabalho da Vigilância Epidemiológica que atua de forma preventiva, por meio da investigação e formação de barreiras imunológicas em locais considerados de risco, evitando a disseminação do vírus para outros locais.

Na mata (ciclo silvestre), os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus. Apesar disso, o vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença resultante da infecção. A febre amarela silvestre é comum em macacos, que são os principais hospedeiros do vírus.

Os macacos não transmitem a febre amarela para o homem. Eles nos alertam do perigo! Comunique imediatamente o serviço de saúde mais próximo se você identificar um macaco doente ou morto.

Sintomas

Início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza são sintomas da febre amarela. Em 15% dos casos a doença pode se agravar. Nessas situações, as pessoas apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença. Nessas situações, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.