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Meninos também devem se vacinar contra HPV

Desde o início de janeiro, postos de saúde de todo o País iniciaram a vacinação contra o HPV (vírus do papiloma humano) de meninos entre 12 e 13 anos. Para Alfredo Passalacqua, infectologista do Hapvida, as estratégias de vacinação prévia demonstraram que a época ideal para administração de qualquer vacina é antes da exposição à infecção, por isso, as vacinas contra o HPV deverão ser mais efetivas quando administradas antes do início da atividade sexual. De acordo com o especialista, “a razão para vacinação nessa faixa etária é a excelente resposta imunológica verificada em pré-adolescentes menores de 15 anos. O pico de anticorpos foi verificado em meninos e meninas de 9 a 13 anos de idade, justamente a faixa etária-alvo dos programas de vacinação para HPV”, explica.

Sintomas – O infectologista ressalta que o vírus HPV infecta a pele e possui mais de 200 variações diferentes. É também conhecido por verruga anogenital, crista de galo, figueira ou cavalo de crista. Ele destaca que a doença pode causar o aparecimento de verrugas cutâneas na área dos lábios e boca, podendo inclusive atingir as cordas vocais, e também na região genital e anal.

A estratégia das vacinas tem como objetivo proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças que estão diretamente relacionadas ao HPV. Segundo o médico, as verrugas genitais precisam receber atenção bastante especial, “pois podem ocasionar o aparecimento de tumores considerados malignos, principalmente no colo do útero e no pênis. Portanto, o aparecimento de verrugas é o principal sintoma perceptível do HPV”, lembra.

Tratamento – O tratamento para as verrugas genitais é bastante trabalhoso, já que elas podem voltar a aparecer várias vezes em até 50% dos casos, exigindo muitas aplicações, ao longo de semanas ou meses. É importante ter disciplina e paciência. Pode ser feito por laser, crioterapia (congelamento) ou cirurgia com uso de anestésicos locais.

Podem ser utilizadas substâncias químicas diretamente nas verrugas, como a podofilina e seus derivados, e o ácido tricloroacético. Além disso, existem compostos que estimulam o sistema imune quando aplicados topicamente. No colo do útero, dependendo do grau da lesão, cirurgias locais até histerectomia total pode ser necessário para o tratamento.